terça-feira, 7 de setembro de 2010
Tupelo.
Fui para Graceland no dia 08/08, um lindo domingo ensolarado. Claro que antes fui a Graceland para a free admission, que foi um misto de choque e sonho. Era muito díficil de realizar que eu estava em Graceland, numa manhã tão linda como aquela, transformando todo o sonho de uma vida em realidade. Nunca mais vou esquecer a sensação que tive quando aqueles portões se abriram para mim pela primeira vez. Fiquei uns 20 minutos lá dentro e já saí rápido para pegar um taxi para Greyhound Station. Perguntei a respeito de taxi para algumas pessoas, mas com esse meu inglês maravilhoso, foi difícil compreender que alí existia um local onde os taxis param, mas que aquela hora da manhã não teria nenhum a minha espera e que eu precisaria telefonar dalí do ponto de taxi, que aliás é uma linha direta, é só tirar o fone do gancho. Andei pra lá e pra cá no ponto onde me indicaram até cansar, foi quando perguntei uma última vez e me indicaram o telefone. Que alívio! Chegou o taxi, e partimos para a Greyhound Station. No caminho o motorista quis me persuadir a qualquer custo a ir de taxi para Tupelo a um preço simbólico de US$ 247.00 só a ida. Cheguei na Greyhound faltavam 5 minutos para as 9:00, comprei rapidamente meu bilhete e já fui para o gate indicado, sempre confirmando se realmente aquele era o gate certo (depois da experiência em Atlanta, tinha que me certificar). Peguei o ônibus no horário certo e segui viagem. Tivemos uma parada na estrada, onde um senhor que viajava ao meu lado comprou algo e me ofereceu, eu declinei mas ele fez questão absoluta que eu comesse. Claro que tive que comer, e não me arrependi: Fried chicken com catchup, quentinho, maravilhoso, um dos melhores pratos de Memphis. Segui viagem até Tupelo, o pessoal da Greyhound chamou um taxi para mim e fui direto para Elvis Presley Birthplace. Fiquei encantada com o lugar, é simplesmente magnifico e de uma paz que não dá pra explicar em palavras. Conheci uma senhora moradora do local, a simpatia em pessoa, estava com as netas de Chicago, consegui travar um diálogo, tiraram algumas fotos e disseram que já estavam indo embora pois a casa não abriria pois era domingo, somente a igreja iria abrir e somente as 13:00. Bem animadora a informação depois de 2 horas de viagem. Bem, fiquei esperando pacientemente até que desse o dito horário e para minha surpresa e alegria, abriu a casa, a igeja e o museu. Fiz as visitas, me emocionei as lágrimas, quem me apresentou a igreja foi nada menos que Sybill Presley, a própria prima de Elvis, que inclusive me deu seu cartão. Depois de muita emoção, pedi para as simpáticas senhoras que ficam na loja de souvenirs chamarem um taxi para mim, porque alí não tem nenhum. Aguardei lá fora a chegada do taxi, num calor de derrubar camelo, e o taxi chegou uma meia hora depois. Parti para a Greyhound Station, pois sem carro ficaria muito difícil conhecer algo. Quando cheguei a porta da Greyhound, a primeira surpresa: Um bilhete dizendo que estava fechada e só abriria por volta das 16:30. Meu Deus, e agora? Saí a procura de algum lugar para comer, tomar algo, andei e andei pelas redondezas e tudo fechado. Não passava nada, carro ou pessoas, nem vento passava perto. Todos os estabelecimentos ao redor estavam fechados. Pensei: como eu vou voltar para a Greyhound e ficar até abrir, debaixo desse sol, com esse calor, sem alimentação ou aguá? Fui caminhando e com medo de cair no chão a qualquer momento porque o calor estava forte demais e eu estava sentindo tontura. Muito bem, consegui chegar a Greyhound, mas ainda estava com o problema. Parada, naquele momento, debaixo do sol e sem nenhuma alternativa, olhei do outro lado do trilho do trem a uns 100 metros em linha reta de onde eu estava e vi uma luz no fim do túnel. Três policiais conversavam a sombra em frente um distrito. Não pensei duas vezes e fui na direção deles. Quando me aproximei dos trilhos, perguntei se podia atravessar, cuja resposta foi SIM. Fui até eles e quando me aproximei, disseram algo a respeito de não fotografar ou filmar aí eu expliquei minha situação, que estava com sede. O policial que parecia ser o chefe me perguntou se eu havia comido, eu disse que não porque não tinha bar ou restaurante aberto e ele me explicou que aos domingos Tupelo fecha completamente. Me conduziu dentro do distrito, numa sala que mais parecia daqueles cursos de policiais que se vê em filme, me deu muita água, um combo contendo lanche, cookies, doces...Acabei de me alimentar, ele recarregou os meus refis de água, agradeci muito e voltei para a porta do distrito. Esperei até o horário estabelecido no bilhete e abriu em ponto. Me sentei e fiquei aguardando o meu ônibus. Contei minha história para um senhor que parecia ser o responsável pela Greyhound de Tupelo, ele me mostrou as fotos de Elvis na estação, dizendo que sua esposa era do fã clube local. Maravilhosas fotos. De repente, a esposa dele chega (ele ligou para ela dizendo que tinha uma fã do Elvis do Brasil) e ela veio somente para me presentear. Fiquei sinceramente comovida e depois de tudo, ainda me coloca em seu carro para darmos uma volta pela cidade, para que ela pudesse me mostrar a escola em que Elvis estudou, o rio em que ele nadava quando pequeno, o restaurante que ele comia...gente... que povo maravilhoso esse, do sul dos Estados Unidos. Quando lembrava do que o brasileiro é capaz de fazer com quem vem de lá de fora, fiquei com muito vergonha. Nos despedimos na Greyhound assim que chegou meu ônibus e fui para Memphis, com bastante saudade desse lugar de pessoas tão acolhedoras.
Enfim, a viagem!
Dia 06/08/2010, o tão sonhado dia chegou. Acordei agitada, nervosa mesmo, com medo do vôo, medo do desconhecido, medo do medo....(até isso).
Meu filho, sobrinho e uma amiga da família foram me levar ao aeroporto. O vôo, para ajudar estava com delay de 2:30 e eu acabamos por decolar após as 23:30. Meu Deus, tensão pura...primeira viagem fora da terra Brasilis...não sabia o que esperar...Cheguei em Atlanta, passei pela tão temida imigração dos EUA, que me fez as seguintes perguntas:
- Primeira vez nos EUA? - Sim
- Qual o motivo da sua visita? - Elvis Week
- Quanto você tem em dinheiro? - US$ 1,300.00
- Você tem cartão de crédito? - Sim
- Você gosta de Elvis? (essa ele fez sorrindo) - Sim, eu amo Elvis! Respondi extasiada.
- Aproveite bem sua estadia nos EUA. (6 meses de estadia me foi concedida).
Saí da imigração flutuando, e fui direto em busca da conexão, despachar minha mala, essas coisas.
O aeroporto de Atlanta é absurdamente grande e tive que tomar o metrô para o portão indicado. Chegando lá, tive que voltar porque era outro portão. Chegando no outro portão, me disseram que tinha mudado de portão e que estava com delay. Muito bem, nisso tudo me indicaram 4 portões diferentes em questão de 1 hora. Dica: perguntem a todo momento a respeito do portão porque em Atlanta vc pode perder seu voo facilmente. Enfim, cheguei em Memphis por volta das 12:00h. Fiz o check in no Quality Inn Airport, tomei um banho e pensei: Meu Deus, como eu estou cansada e como faz calor nesse lugar. Já tinha ouvido falar mas quando senti o que significa a temperatura alta de lá com a alta humidade, pensei que ia ter um troço. Depois do banho, achei que conseguiria dormir, mas só achei. De banho tomado, completamente relaxada e na terra tão querida por mim, não dava pra pensar em cama, então o que fazer? GRACELAND RIGHT NOW! Saí pela recepção do hotel com a cara de quem sabia exatamente o que estava fazendo, feliz da vida, quando dobrava a rua percebi alguém gritando MAM...MAM...pensei: não deve ser comigo, eu sou WOMAN (até entender). Olhei na direção dos gritos e era comigo mesmo. Parei no mesmo instante e a Sabrina (muito simpática e sempre disposta a ajudar) veio dizer que eu não deveria sair aquela hora do dia debaixo daquele sol, porque poderia ser muito perigoso para mim, que ela não costumava usar a van aquela hora do dia para levar passageiros até Graceland mas que naquele dia ela abriria uma exceção e me levaria. Agradeci imensamente aquela atitude de pura solidariedade e fui com ela. Quando cheguei perto de Graceland, entendi o porque. Andei alguns minutos pelo complexo Graceland, atravessei a rua e fiquei extasiada parada em frente ao muro da mansão, quando percebi que estava completamente encharcada de suor, que não havia feito uma refeição decente e que se continuasse alí extasiada poderia acabar no chão. Entrei em um bar (Rock-a-Billly)no próprio complexo Graceland e fiz minha refeição. Passeei mais um pouco e finalmente pedi para a Sabrina me pegar de volta. Fiquei zanzando alí pelo hotel tendo a plena consciência de que minha viagem estava ficando bastante limitada, pois sem carro e com aquele calor eu teria que depender totalmente da van para ir até Graceland e de lá, teria que pegar um taxi para fazer minhas peregrinações. E eu tinha tanta coisa para ver ainda! Descansei aquela noite já sabendo que na manhã seguinte eu teria que pegar um taxi até a Greyhoud Station que ficava em Downtown Memphis e que teria que estar lá até 09:00 caso quisesse chegar a tempo de pegar o ônibus que saia para Tupelo na parte da manhã. Como eu sabia que Graceland abria das 07:30 da manhã até as 08:30 para a free admission, já elaborei meu plano perfeito.
Meu filho, sobrinho e uma amiga da família foram me levar ao aeroporto. O vôo, para ajudar estava com delay de 2:30 e eu acabamos por decolar após as 23:30. Meu Deus, tensão pura...primeira viagem fora da terra Brasilis...não sabia o que esperar...Cheguei em Atlanta, passei pela tão temida imigração dos EUA, que me fez as seguintes perguntas:
- Primeira vez nos EUA? - Sim
- Qual o motivo da sua visita? - Elvis Week
- Quanto você tem em dinheiro? - US$ 1,300.00
- Você tem cartão de crédito? - Sim
- Você gosta de Elvis? (essa ele fez sorrindo) - Sim, eu amo Elvis! Respondi extasiada.
- Aproveite bem sua estadia nos EUA. (6 meses de estadia me foi concedida).
Saí da imigração flutuando, e fui direto em busca da conexão, despachar minha mala, essas coisas.
O aeroporto de Atlanta é absurdamente grande e tive que tomar o metrô para o portão indicado. Chegando lá, tive que voltar porque era outro portão. Chegando no outro portão, me disseram que tinha mudado de portão e que estava com delay. Muito bem, nisso tudo me indicaram 4 portões diferentes em questão de 1 hora. Dica: perguntem a todo momento a respeito do portão porque em Atlanta vc pode perder seu voo facilmente. Enfim, cheguei em Memphis por volta das 12:00h. Fiz o check in no Quality Inn Airport, tomei um banho e pensei: Meu Deus, como eu estou cansada e como faz calor nesse lugar. Já tinha ouvido falar mas quando senti o que significa a temperatura alta de lá com a alta humidade, pensei que ia ter um troço. Depois do banho, achei que conseguiria dormir, mas só achei. De banho tomado, completamente relaxada e na terra tão querida por mim, não dava pra pensar em cama, então o que fazer? GRACELAND RIGHT NOW! Saí pela recepção do hotel com a cara de quem sabia exatamente o que estava fazendo, feliz da vida, quando dobrava a rua percebi alguém gritando MAM...MAM...pensei: não deve ser comigo, eu sou WOMAN (até entender). Olhei na direção dos gritos e era comigo mesmo. Parei no mesmo instante e a Sabrina (muito simpática e sempre disposta a ajudar) veio dizer que eu não deveria sair aquela hora do dia debaixo daquele sol, porque poderia ser muito perigoso para mim, que ela não costumava usar a van aquela hora do dia para levar passageiros até Graceland mas que naquele dia ela abriria uma exceção e me levaria. Agradeci imensamente aquela atitude de pura solidariedade e fui com ela. Quando cheguei perto de Graceland, entendi o porque. Andei alguns minutos pelo complexo Graceland, atravessei a rua e fiquei extasiada parada em frente ao muro da mansão, quando percebi que estava completamente encharcada de suor, que não havia feito uma refeição decente e que se continuasse alí extasiada poderia acabar no chão. Entrei em um bar (Rock-a-Billly)no próprio complexo Graceland e fiz minha refeição. Passeei mais um pouco e finalmente pedi para a Sabrina me pegar de volta. Fiquei zanzando alí pelo hotel tendo a plena consciência de que minha viagem estava ficando bastante limitada, pois sem carro e com aquele calor eu teria que depender totalmente da van para ir até Graceland e de lá, teria que pegar um taxi para fazer minhas peregrinações. E eu tinha tanta coisa para ver ainda! Descansei aquela noite já sabendo que na manhã seguinte eu teria que pegar um taxi até a Greyhoud Station que ficava em Downtown Memphis e que teria que estar lá até 09:00 caso quisesse chegar a tempo de pegar o ônibus que saia para Tupelo na parte da manhã. Como eu sabia que Graceland abria das 07:30 da manhã até as 08:30 para a free admission, já elaborei meu plano perfeito.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
You've lost that loving feeling
01:43 da manhã e eu aqui, ouvindo A Elvis Radio, You've lost that loving feeling. Hoje tá difícil o sono chegar. Conversei com alguns amigos pelo Face e um deles me disse que assim que eu chegar em Memphis é pra eu mandar uma mensagem pelo Face dizendo quando vou a Nashville para nos encontrarmos nos estudios da RCA. Pra que? Ele vai tocar piano pra mim. Que piano? O mesmo, exatamente o mesmo que o Elvis tocou em seus takes. MY GOD MY GOD MY GOD.... Eu fiquei em choque! Já imaginou essa situação! Esse amigo virtual não tem um nome ele se identifica como um bichinho de pelúcia mas eu andei vasculhando seus recados e tenho uma desconfiança muito grande que vou chorar desesperadamente quando o conhecer pessoalmente. Cá entre nós, eu desconfio que ele tenha feito parte em algum momento da vida de Elvis e acho que até sei quem é. Nossa, será que eu tô viajando tanto assim? Pode ser. Pode ser que a minha ansiedade esteja afetando a minha pouca sanidade mas, meu, não é pra menos, é o sonho de uma vida! Mas como ele teria acesso ao piano da RCA tocado por Elvis e outros famosos? Eu sei que ele é morador de Nashville, mas já pensaram se a RCA libera pra cada morador o acesso ao piano? Não existiria mais piano. Gente, eu acho que vou ter uma surpresa daquelas. Agora eu pergunto: Vocês conseguiriam dormir tranquilamente faltando uma semana para o maior sonho de suas vidas, e ainda com essa grande incógnita? DUVIDO! Não consigo sair do computador (e da cerveja). Cara, amanhã eu tenho que trabalhar e desse jeito, vou estar um caco. Tudo bem, se eu for pra cama agora vou ficar fritando igual a um bife. MEU DEUS MEU DEUS MEU DEUS! Sério mesmo, desejo a todos que leiam esse blog, que passem por toda essa fase gostosa que eu estou passando. Hoje a Elvis Radio fez uma enquete: Como nós explicaríamos a Elvis Week a uma pessoa que nunca tivesse ouvido falar de Elvis ou de Graceland. Eu respondi o seguinte: Como explicar um homem que esteve acima da própria vida, que foi mais forte que a própria vida porque até a morte ele sobreviveu? Gente, eu acho que isso resume quem ama ELvis, porque não tem explicação nem palavras pra definir. Só quem sente sabe. Eu vou ficando por aqui hoje, até a próxima.
sábado, 24 de julho de 2010
Reta final!
Recebi um email há alguns dias atrás do Hilton cancelando o Trent Carlini. :(
Não foi algo para o qual eu estava preparada, mas vou sobreviver. Os vouchers chegaram ontem, 23/07. Desde o recebimento das aéreas até agora foi um stress louco. Passagem do meu filho com uma letra do sobrenome errada. Fiz a solicitação da reemissão da passagem mas eles disseram que só um comunicado alterando s para z bastaria. A aérea me informou que ele poderia ter problema no embarque ou na imigração mas mesmo assim o pessoal da agência insistiu que não é bem assim. Deixei para o meu filho decidir isso, pois ele me disse que a agência contatada para o pessoal do banco informou que não tem problema e ele vai aceitar o eticket dessa forma. Avisei a agência que se algo der errado vai gerar um problema sério e em grandes proporções com efeito dominó, mas eles ainda assim mantém a mesma posição. Ok...o negócio é relaxar porque senão eu surto antes do dia chegar. Nos vouchers que recebi ontem, ainda faltava a hospedagem do Quality Memphis e do Flamingo Las Vegas e disseram que vão passar 2ª feira. Faltava também o ingresso para a visita a Graceland e a resposta foi exatamente a mesma. Vamos aguardar 2ª feira então. Nossa, hoje foi tenso quando ouvi o Argo falando pela Elvis Radio que faltam 16 dias para a Elvis Week. Chorei, dancei, pulei e quase perdi o pouquinho de sanidade que ainda me resta. Não porque eu não saiba que faltam 16 dias, mas é que momentâneamente caiu a ficha totalmente. Meu Deus, daqui a uma hora vão faltar 12 dias para o embarque e isso me deixa bastante ansiosa. Precisei comprar uma garrafa de Smirnoff maracujá pra ficar um pouquinho mais relaxada. Haja cachaça até lá, pra acalmar os nervos.
Não foi algo para o qual eu estava preparada, mas vou sobreviver. Os vouchers chegaram ontem, 23/07. Desde o recebimento das aéreas até agora foi um stress louco. Passagem do meu filho com uma letra do sobrenome errada. Fiz a solicitação da reemissão da passagem mas eles disseram que só um comunicado alterando s para z bastaria. A aérea me informou que ele poderia ter problema no embarque ou na imigração mas mesmo assim o pessoal da agência insistiu que não é bem assim. Deixei para o meu filho decidir isso, pois ele me disse que a agência contatada para o pessoal do banco informou que não tem problema e ele vai aceitar o eticket dessa forma. Avisei a agência que se algo der errado vai gerar um problema sério e em grandes proporções com efeito dominó, mas eles ainda assim mantém a mesma posição. Ok...o negócio é relaxar porque senão eu surto antes do dia chegar. Nos vouchers que recebi ontem, ainda faltava a hospedagem do Quality Memphis e do Flamingo Las Vegas e disseram que vão passar 2ª feira. Faltava também o ingresso para a visita a Graceland e a resposta foi exatamente a mesma. Vamos aguardar 2ª feira então. Nossa, hoje foi tenso quando ouvi o Argo falando pela Elvis Radio que faltam 16 dias para a Elvis Week. Chorei, dancei, pulei e quase perdi o pouquinho de sanidade que ainda me resta. Não porque eu não saiba que faltam 16 dias, mas é que momentâneamente caiu a ficha totalmente. Meu Deus, daqui a uma hora vão faltar 12 dias para o embarque e isso me deixa bastante ansiosa. Precisei comprar uma garrafa de Smirnoff maracujá pra ficar um pouquinho mais relaxada. Haja cachaça até lá, pra acalmar os nervos.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A espera.
Por mais que esteja tudo em ordem, bate aquela insegurança: "Meu Deus, será que eu vou mesmo? Será que eu vou pisar no chão que ele pisou, que vou tocar o que ele tocou? Vou andar por Graceland, como ele fazia?" Parece surreal demais! Faltam 35 dias e eu não consigo pensar em outra coisa. Bate um misto de medo do desconhecido com um desejo enorme de estar lá, misturado com a tristeza de deixar o Brasil por um mês. Tudo isso misturado com o medo de algo sair errado na última hora. Chega a ser insano, mas VAI DAR TUDO CERTO. Sempre que me vejo saindo do avião já em Memphis, pisando naquele solo, a sensação que tenho é que Elvis vai aparecer a qualquer momento para me dar as boas vindas e aí me dá vontade de chorar. Aliás, é algo que fatalmente vai acontecer. Procuro relaxar, pensar em outras coisas, mas quando chego em casa do trabalho, me vejo indo em direção ao computador para pesquisar mais e mais. Quando vou dormir, estou exausta de tanta ansiedade e cansaço. Nesse momento da minha vida esse se tornou o meu maior objetivo e DEUS ajude que não aconteça nenhum imprevisto, já passei por muitas até agora só por causa dessa viagem. Recebi hoje por email a confirmação das passagens, agora só faltam os vouchers, que espero estar recebendo no máximo até a semana que vem. Até a próxima.
sábado, 19 de junho de 2010
Memphis Elvis-Style
Maravilhoso. Descobri vários endereços de lugares que Elvis costumava frequentar em Memphis. Estou pesquisando porque afinal de contas, se vou ter que me virar, estarei munida de todas as informações possíveis. Com essas informações de hoje, só me faltam alguns mapas. Conversei com Argo (D.J. Elvis Radio de Graceland) através de mensagens postadas em meu facebook, e ele me disse que me dará algumas sugestões e que também poderei dar uma olhada nos links postados em sua página do facebook. Já conferi e foi de grande valia também. E o mais cool de tudo isso: Argo reafirmou o convite feito há algum tempo atrás, que poderei visitá-lo no estudio da Elvis Radio assim que chegar em Memphis. Não é demais? Meeeeeeeuuuuuuuuuuuu Deeeeeeeuuuuuuus! Faltam somente 47 dias. Preciso comprar tanta coisa ainda, ganhar e guardar tanto dinheiro ainda e estou meio que paralizada. Deus há de prover o que necessitamos para essa viagem. Amém.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Dia "D".
Não dormi quase nada essa noite, só pensando : sem guia, e se meu filho não conseguir o visto? Tenso. Levantei as 05:45 da manhã. Tomei banho e me aprontei para o trabalho. Fiquei na frente do computador até a hora de sair para o trabalho. No dia anterior havia revisado toda a documentação que preparei para ele levar ao Consulado, para me certificar que todos os comprovantes necessários estavam alí. A entrevista estava marcada para as 08:00. As 09:00 da manhã, nada. 10 horas nada. 11 horas nada, nenhum telefonema. Quando eu já estava surtando, por volta do meio dia, recebi uma ligação do meu filho. "Mãe, dá pra você ligar pro meu chefe dizendo que eu acabei de passar pela pré-entrevista e que ainda faltam as digitais e a entrevista propriamente? Dá pra você ligar também pra minha colega de trabalho e pedir pra ela cancelar minha aula de alemão?" Eu disse: "Como vc ainda não passou pela entrevista? "depois eu te conto", respondeu ele. Ok, fiz o que tinha que fazer e fiquei aguardando a ligação. 01:00 hora da tarde, nada. 02:00 nada. As 03:00 liguei para o trabalho dele e ele já estava lá. "E aí?" "Aí que não deu certo". Eu quase tive um piripaque. "O que foi que deu errado?" perguntei. "É brincadeira, tá tudo certo". AAAAAIIIIIII, se ele estivesse perto de mim eu teria dado uma porrada bem dada. "A noite a gente conversa então", respondi. Quando foi a noite, ele me explicou que não tinha impresso a página de confirmação do DS160, que na hora de pagar a diferença da taxa, não aceitavam cartão, só em dinheiro. Que um anjo da fila emprestou R$ 50,00 pra ele. Que teve que pagar R$ 50,00 só para imprimir a página de confirmação na lan house. Isso foi o que deu de problema. Aí, na hora da entrevista, foi tudo bem, falou que vai se encontrar comigo em Las vegas por causa da Elvis Week. Enfim, acabou tudo ok. No mesmo dia comuniquei o agente de viagem a consessão do visto e a necessidade de agilizar a parte aérea e os hotéis que já havia pedido o bloqueio anteriormente. Hoje conversei com o agente, que me disse que até segunda feira já tem a resposta a respeito do preço para que já possamos acertar tudo isso. Tentou me convencer a ficar com o grupo dizendo que se entrarem mais pessoas para o mesmo vai baratear o custo da guia, enfim, disse a ele que não estou disposta a ceder em nada, uma vez que nesta última reunião não senti um clima legal, me senti humilhada por não ter a grana para pagar a guia e que quero alterar a parte de Memphis dA hospedagem para um quarto single, para me desmembrar de vez.
Agora, teremos que aguardar até segunda feira para ver se realmente tudo está alterado e depois, aguardar mais uma semana para que as reservas e as passagens do meu filho estejam em nosso nome. Tudo é muito tenso. Mínimos detalhes, muitas alterações que por mais que vc passe email, sempre restam dúvidas, mas vai dar tudo certo. Estou levantando várias informações, muitos sites de como se locomover em Memphis que são bastante interessantes. Vamos esperar até a semana que vem agora. Quando falar de novo a respeito aqui nesse blog, espero que esteja tudo resolvido.
Agora, teremos que aguardar até segunda feira para ver se realmente tudo está alterado e depois, aguardar mais uma semana para que as reservas e as passagens do meu filho estejam em nosso nome. Tudo é muito tenso. Mínimos detalhes, muitas alterações que por mais que vc passe email, sempre restam dúvidas, mas vai dar tudo certo. Estou levantando várias informações, muitos sites de como se locomover em Memphis que são bastante interessantes. Vamos esperar até a semana que vem agora. Quando falar de novo a respeito aqui nesse blog, espero que esteja tudo resolvido.
sábado, 12 de junho de 2010
Reunião com o grupo de viagem.
Más notícias. A guia que o agente ofereceu cobrará por cabeça a quantia de US$ 292,00 somente a parte de Memphis e quem quiser extensão a Las vegas, mais US$ 308,00. Fui obrigada a declinar dos serviços da guia, ficando assim totalmente órfã na parte de Memphis. Ou seja, já estou verificando conduções para me locomover de Memphis para Tupelo e de Memphis para Nashville. Já encontrei até, a Greyhound tem saída para os dois destinos e sai da Union Ave. Ótimo, e o meu parco inglês? Terei que pedir auxílio ao nosso querido Elvis que me inspire nos momentos em que precisar me comunicar. O fato é o seguinte: já tenho van alugada, tanto para Memphis quanto para Las Vegas, mas se estou dividindo a van e não vou ocupar os serviços da guia, é necessário que me seja devolvido o custo da minha parte da locação. Vai ser uma verdadeira aventura. Já está sendo, uma vez que quanto mais se aproxima o dia do evento mais novidades surgem. Agora, sabendo que em Memphis estarei por minha conta e risco, com um inglês que se bobear, vou presa ou vou provocar risos, o meu nível de adrenalina aumentou consideravelmente. Mas "that's all right, I'll be ok". Na parte de Las Vegas posso contar com meu filho (se conseguir o visto daqui a dois dias) e posso contar também com a minha amiga Sandra que mora em Las Vegas. Não estarei só (I hope). Pensando em tudo isso, fui ficando bastante ansiosa e quando cheguei em casa abri duas latas de cerveja que tinha na geladeira. Não suficiente, e batendo uma certa fome, subi no restaurante aqui perto de casa para comer e tomei mais 4 latinhas. Nesse momento estou meio que "tateando o teclado", mas estou bem mais relaxada. Lugar estranho, lingua que eu até falo o essencial para sobreviver, mas não entendo muito, dinheiro controlado, tendo que deixar meu filho e meus animais aqui em Sampa, cheia de paranóia e com alguns problemas de moradia: com essa viagem num momento como esse eu assinei meu atestado de total insanidade. Mas como diz meu compadre, é esse o momento certo, o momento em que você diz EU VOU. Até daqui a dois dias, com a notícia do visto do meu filho (espero que corra tudo bem).
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Impressionante semelhança!
Hoje o agente de viagens mandou um email a respeito dos shows em Las Vegas e pediu um parecer. Verifiquei todos os shows e me deparei com um que me chamou a atenção, não sei porque, tendo em vista que nunca gostei de cover. Trent Carlini com uma recriação dos shows de Elvis em Las Vegas (no Hilton Las Vegas Theater)onde Elvis costumava fazer seus shows. Fiz uma pesquisa a respeito, entrei no site do LVHilton e ví o anúncio que o Hilton fez a respeito do show em agosto, dizendo que era impressionante a semelhança, enfim, resolvi buscar no youtube. Fiquei paralizada: A semelhança deste cara é realmente impressionante, não só na aparência mas também na voz. Comprei na hora o ticket e estou mais ansiosa do que nunca. Com esse ingresso eu já contabilizo dois shows em Las Vegas: Viva Elvis by Cirque du Soleil e Trent Carlini. Em Memphis já comprei (porque senão acaba rapidinho) o Elvis Screening Elvis On Tour, Gospel Sunday Morning Singin (com os Stamps) e também o ticket para a festa e o midnight breakfast. Hoje é dia 09/06 e no dia 14/06 é a entrevista do meu filho no consulado. Já estou com toda a documentação ajeitada em uma pasta, faltando poucos ítens. É tenso. Aliás, eu estou bem mais tensa do que ele, incrível. Minha reunião com o grupo de viagem é sábado, dia 12, e daí é que sairão definições importantes. I'll be there. Bom, pra quem não conhece Trent Carlini, deixo alguns posts.
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Contagem Regressiva.
Tenso. Contagem regressiva para 06/08/2010. Eu sempre fui super ansiosa por natureza e situações como essa me deixam em frangalhos. Durante o dia, no trabalho, procuro me concentrar para que não saia nada errado, converso com as pessoas para distrair da minha preocupação principal do momento: a viagem. Não falo com ninguém a respeito, porque penso que se falar, desanda. No começo, confiei em algumas pessoas e contei, aí fiquei sofrendo de paranóia pois acabei por me desentender com quem confiava tanto e pensei: ela vai querer me prejudicar de alguma forma e é tocando nesse ponto que pode conseguir. Mas por maior que seja a minha paranóia, é completamente injustificável uma vez que não podem fazer absolutamente NADA pra me prejudicar. Ninguém pode ter tanto poder assim. No meu modo de ver essa viagem já estava meio que predestinada a rolar, então, se é por Deus, a quem temerei? Podem tentar o que quiserem porque se o Pai disser VAI, não tem outra forma e eu acredito que Ele me botou nessa trajetória por algum motivo, devido a tantas que passei até agora por causa disso. Me lembro que em uma das reuniões que tivemos em fevereiro a respeito da viagem, uma integrante do grupo disse: não estou conseguindo dormir direito, comer direito, só pensando nessa viagem. Eu disse: Vá com calma porque se você for nesse compasso, quando chegar o dia da viagem estará sem condições nenhuma. E agora quem está nessa situação sou eu. Em alguns momentos eu penso: AAAAAAAAAIIIIIIII Meu Deus, tá chegando (com AQUELE frio na barriga). Outras vezes eu penso: e se o avião cair? Outros momentos eu penso: e se algo acontecer e eu não conseguir embarcar? Esse último pensamento eu afasto logo, porque não atrai nada de bom e não consta da minha programação, nem na de Deus, espero. Enfim, 67 dias...Meeeeeuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu DEEEEUUUUUUUUUUUUUUUUSSSSSSSS!!!!!
sábado, 29 de maio de 2010
Acompanhante de última hora.
Bem, depois de tudo encaminhado, graças a Deus meu filho foi efetivado no banco e conseguiu tirar 15 dias de férias no mês de agosto, sendo assim, o que ele decidiu: vai me encontrar em Las Vegas no dia 18/08. Pedi para o agente verificar o roteiro Las Vegas/New York, com data de partida não em 01/09 e sim em 30/08. Ficarei dois dias a menos nos EUA por conta disso, mas tudo bem, vale tudo pela companhia dele comigo. Ficaremos 3 dias a menos em Las Vegas também para podermos aproveitar mais New York, mas tudo bem. Vai dar certo. Tenho uma amiga que mora em Las Vegas, que já disse que está aguardando minha chegada para fazermos umas comprinhas em lugares bons e baratos. Vou ter que distribuir muito bem o meu tempo em Las Vegas para conseguir fazer todo o proposto. Temos que ir ao Grand Cannyon e a Hoover Dam, além do fato que precisamos conhecer Las Vegas na íntegra, são muitas atrações, muitos hotéis magníficos e muita coisa diferente para conhecer, não dá pra descansar nem fazer corpo mole, não. Bom, agora o que preocupa é o seguinte: Não dá pra reservar a parte aérea, somente bloquear. Nada se conseguiu ainda em termos de bloqueio de hotéis para ele, somente aérea. Dará tudo certo? Espero que sim, porque estou sendo bastante insistente no ponto em que quero ficar com o meu filho, tanto nos hoteis, quanto nos vôos. Está chegando o dia, faltam apenas 69 dias para a minha viagem e já está me dando tudo quanto é tipo de paranóia possível, sem contar que ainda tem a resposta do visto do meu filho, que estou vivendo de novo a expectativa que foi comigo em dezembro. Haja coração, estou extremamente tensa. Penso que se não passar por um médico pra tomar algum ansiolítico, chegarei a 06/08 louca, sem dormir e em frangalhos, só o pó.
Nova Realidade: Órfãos.
Bem, não preciso nem dizer como estava me sentindo. Aconteceu no dia 24/04 e dia 26/04 foi o aniversário do meu filho. Dia 25 de manhã fui ao velório e voltei arrasada. Na parte da tarde uns amigos do meu filho quiseram comemorar o aniversário dele naquele mesmo dia pois o dia seguinte, dia do aniversário em si, era segunda-feira e não daria pra fazer nada. Fizemos uma festa surpresa pra ele a noite. Senti algo altamente contraditório: Velei um amigo de manhã e comemorei a noite a vida do meu filho. É uma sensação espantosa. Nos dias que se sucederam a morte do Marcelo, fiz alguns contatos com o agente para ver como a coisa iria ficar, pelo seguinte: o Marcelo era o único que falava inglês fluente, o único que conhecia bem a região e todos os lugares "Elvis" do roteiro. E agora, José? O que faríamos, com quem e como? Eram as perguntas que não queriam calar na boca de todos, mesmo porque é um sonho há muito acalentado por todos do grupo e nós estavamos nos sentindo como órfãos, totalmente perdidos. O agente estava tentando dar seguimento a todo o roteiro e já estava fazendo alguns contatos com guias, dando idéias de motoristas para as vans alugadas (a que temos direito em virtude do pacote) porque até então quem ia dirigir eramos eu, Marcelo e uma outra pessoa do grupo. Tinha ainda a questão dos ingressos, que eu já havia comprado pela internet, em virtude da última conversa que tive com o Marcelo, apesar dele ter pedido para esperar um pouco. Fui orientando o agente, da forma como o Marcelo me orientou, peguei todo o roteiro que o Marcelo elaborou, e desenvolvi um trabalho de pesquisa de todos os endereços dos locais que o Marcelo incluiu no roteiro como visitação imprescindível. Conversando com o agente, ele conseguiu contatar um guia que já passou seu preço e vai acabar encarecendo a viagem. Esse guia quer elaborar um plano para o roteiro que será apresentado em reunião. O agente antecipou algumas coisas com as quais concordei parcialmente e outras não. Está tudo muito indefinido nesse momento, e faltam praticamente dois meses para essa viagem. Causa uma certa tensão, mas temos que aguardar.
A Imprevisibilidade da Vida.
No dia 12/04 fui visitá-lo no hospital e brinquei dizendo que na minha bolsa estava a "guinzo" prometida para o caso dele morrer (brincava com ele dizendo que se ele morresse eu o esfaquiaria inteiro para ter certeza que ele estava morto) e não nos levar para Memphis. Ele riu, estava aparentemente melhor e quis saber a respeito da viagem, a quantas andava, os ingressos e tudo o mais. Disse a ele que não era para ele ficar preocupado com isso, que era para deixar para quando ele saísse de lá. Muito bem, passada uma semana Marcelo já está em casa e num determinado domingo eu ligo para ele e falamos muito a respeito da viagem, de todas as aventuras que ele havia tido nos anos anteriores, das pessoas famosas ligadas a Elvis que tinha passado por sua vida e até que haviam comido em sua casa. Combinamos que na semana seguinte agilizaríamos de alguma forma os ingressos e que marcaríamos a reunião com todos os integrantes do grupo da viagem. Isso foi no domingo. No próximo sábado liguei a noite para ele afim de saber se havia uma previsão para a reunião. Meu Deus. Foi o baque dos últimos tempos. Uma mulher atende ao telefone, mulher que eu não conhecia, dizendo o seguinte: Você não está sabendo? Ele morreu hoje as 12:10. Eu disse: não, não estou sabendo, obrigada. Desliguei o telefone, simples assim. Atordoadamente liguei novamente e pedi desculpas a pessoa que me deu a informação. Conversei um pouco com ela, que acabou me contando detalhes do ocorrido. Não podia acreditar naquilo, era sureal demais. Nos últimos tempos eu havia estreitado demais os laços com ele, até filmes eu ia ver na casa dele, a ponto de dizer que era meu amigo, e que com ele eu falava uma linguagem que ninguém mais entendia: Elvis. Fiquei chocada demais, comecei a fazer algumas ligações, para pessoas do grupo, para o agente, enfim, todos que eu tinha o telefone. Quando liguei para um dos integrantes do grupo para avisar, esse foi o pior. Quando ele chegou na casa do Marcelo naquela tarde, era para tentar convencê-lo a se internar, e quando chegou, se depara com o Marcelo deitado no sofá e pergunta: ele está dormindo? Não ele está morto, responderam. Foi chocante demais pra mim, que ouvi esse relato, imagine para ele que estava visualizando a cena.
Pacote de Viagem.
Essa realmente foi uma etapa difícil. Eu cobrava o Marcelo a respeito de valores e ele me dizia que não havia como me passar nada pois não tinha ainda um agente para fechar. Foi nessa pegada o mês inteiro, até o começo de janeiro, quando anunciou que havia fechado com o agente e que a divulgação se daria no dia do aniversário do Elvis, no Memphis Burger. Lá fui eu pro Memphis Burger me reunir com os donos da agência de viagens e o Marcelo. Fechado o pacote, que incluía Memphis/Las Vegas (mais do que um dia pude sonhar) eles deram o prazo para pagamento até 24/02/2010. Nesse meio de tempo eu conheci uma mulher do grupo que depois de Las Vegas ia para New York. Pensei comigo: por que não? Acertei com ela que dividiríamos o quarto para podermos ir para New York juntas. Perto do dia em que fui acertar, as coisas mudaram um pouco e optei por ficar sozinha em New York, então o pacote ficou assim: Memphis de 07/08 até 18/08, Las Vegas até 28/08 e New York até 01/09. Perfeito. Depois do pagamento ainda faltava acertar os detalhes de ingressos para shows que são vendidos antes da data e que podem acabar rápido devido a demanda, correndo o risco de não serem econtrados lá na hora. O Marcelo fez a festa de seu aniversário no dia 20/02 e combinamos que depois disso correríamos atrás de todos os detalhes. Muito bem. Marcelo tinha uma exposição na cidade de Bauru em março e ficaria uns 20 dias. Quando voltou, não queria falar com ninguém. Depois fiquei sabendo que ele estava com problemas extremamente graves e que a pessoa de Bauru além de tudo, não pagou o prometido. Ficou doente em Bauru mesmo e chegou em São Paulo, depois de alguns dias, foi parar na UTI, com os pulmões cheios d'água.
O Visto.
Essa foi a pior parte: a tensão do visto. Agendei minha entrevista para o dia 15/12/2009 e comecei a entrar em pânico. Cada vez que pesquisava sobre o assunto na internet, mais nervosa ficava, pelas negativas que as pessoas levavam cada vez que faziam a entrevista. Eu pensava: Meu Deus, será que vou nadar até aqui pra acabar na praia. Não é possível. No dia da entrevista acordei cedo. Tinha que atravessar a cidade, deixar meu filho no trabalho dele e rumar para o Consulado que era por perto do banco que meu filho trabalha. Fiz escova no cabelo, coloquei um terninho preto básico com um scarpan, e lá fui eu com toda aquela documentação. as 07:20h da manhã eu já estava na porta, sendo que o horário da entrevista era 08:30h. Passei por aquelas filas imensas até chegar no guichê principal. O entrevistador colocava um monte de impecilhos para a pessoa que estava na minha frente, e pensei: Meu Deus...e agora? Por um momento senti até o cheiro de Jovan (perfume do Elvis) e disse pra mim mesma: você começou a surtar feio agora. Chegou a minha vez: o entrevistador foi muito simpático desde o começo, fez perguntas pertinentes, e com relação ao meu filho quis saber um pouco mais. Acabando as perguntas, ele que até então só mexia no computador e não tirava os olhos da tela e dos meus olhos, virou-se para mim e disse: VISTO CONCEDIDO. Noooooosssssaaaaa! Saí de lá com o peito cheio de alegria e com o corpo dolorido de tanta tensão. A pior etapa já havia sido concluída e agora eu já podia respirar. Liguei para o Marcelo no mesmo dia e comuniquei o fato. Ele me dizia que não havia motivo de ficar tão tensa assim, uma vez que a nossa faixa etária não é de risco. Ok...já estava com o visto agora o próximo passo era fechar a viagem.
O Destino.
A sensação que eu tive com o encontro com James Burton é que a partir daquele momento eu fazia parte da história, parte da vida do Elvis (meio que por tabela). Não consegui passar mais um dia de minha vida sem ouvir suas músicas e meu pensamento estava com ele e suas histórias o tempo todo. Comecei a imaginar como seria maravilhoso conhecer Memphis. Falei a respeito com meu filho e com meu sobrinho e eles me deram total apoio. Mas como? E grana? Essa é uma outra história. Comecei a pesquisar na internet a respeito de hotéis, aéreas e valores. Depois, fiz uma busca como "caravana" no google e aí qual não foi minha surpresa quando me deparei com um nome conhecido. Marcelo Costa estava dando uma entrevista aonde dizia que estava levando uma turma para Memphis, (isso no ano de 2007) era uma entrevista velha. Marcelo Costa eu conheci no dia do autógrafo do James Burton e me apresentaram em um determinado momento como escritor de um livro a respeito de Elvis. Revirei a internet atrás de algum telefone ou email para contato, até que consegui achar o que queria através de uma página do Orkut. Liguei várias vezes e ninguém atendia. Até que um certo dia a mãe dele atendeu e pediu para ligar mais tarde. Liguei e consegui falar com ele. Me contou tudo a respeito da viagem, de como ele organizava desde 1986 viagens para Memphis e que estava a dois anos sem fazer a viagem por causa de sua doença (insuficiência renal). Disse que em 2010 faria a viagem e que eu era a primeira da lista. Isso foi em setembro de 2009. Então, comecei a agilizar a documentação: renovar carteira de motorista, tirar segunda via de R.G., passaporte, etc...
Meu encontro com James Burton.
Chegou o tão esperado domingo, 30/11/2008. Me arrumei e saí de casa as 14:00 rumo ao The Clock. Cheguei cedo no bar, pois a previsão da chegada dele era por volta das 17:00h. Eu não conhecia ninguém naquele lugar e estava ansiosa demais. Fiquei no balcão tomando um chopp e conversando com o garçom enquanto aguardava. De repente começou uma agitação. O garçom já havia cantado a bola de qual mesa ele se sentaria. Ele entrou e foi direto para a dita mesa. Ele estava acompanhado do Alex e banda e quando se aproximaram da mesa, perguntei ao Alex se poderia me sentar com eles, que respondeu afirmativamente. Me sentei, James se sentou e os demais também. A essa altura eu estava petrificada. Na minha frente não estava nada menos do que uma lenda viva, que conviveu durante 7 anos de perto com o meu maior ídolo. De repente se formou um tumulto ao lado da mesa e eles foram obrigados a se levantar e mudar de mesa. Mas antes disso, eles entraram no camarim e eu fiquei chorando do lado de fora igualzinha a uma criança, com medo de não poder vê-lo de novo ou conversar com ele. Mas fui tranquilizada pelo segurança, que disse que ele sairia dentro de instantes. Aguardei mais um pouco e ele saiu. Sentou-se em uma mesa e fizemos uma fila para falar com ele e tirar fotos. Quando chegou a minha vez, comprei uma foto dele com Elvis que ele estava vendendo para sua Fundação Beneficiente e tirei uma foto com ele. Perguntei a ele se iria tocar pra gente naquela noite, ele disse que sim. Fiquei extremamente feliz e esperei. Ele subiu no palco e arrasou com Johnny B. Good e algumas outras. Na saída consegui um beijo, mas ele não permitiu que fotografasse. Nos dias seguintes fui adquirindo vários DVD's que o meu bolso permitia no momento e os livros Elvis e Eu e também o livro Elvis What Happened? que foi extremamente difícil encontrar, bem como uma apostila baseada na numerologia do Conde Louis Hamon (o Conde Cheiro) que era livro de cabeceira de Elvis.
Lacuna sem Elvis.
Fui obrigada a conviver longe do meu ídolo desde então. A vida continuou, trabalhei, tive filho e os anos se passaram. Em novembro de 2008 eu estava muito triste com alguns acontecimentos de ordem pessoal bastante sérios, foi quando meu filho (18 anos na época) se aproximou de mim as 09:00 da manhã do dia 22/11/2008 com seu MP4 na mão, dizendo: mãe, olha só o que eu baixei no meu MP4! Quando ví, fiquei estarrecida. Lá estava ele, com sua jumpsuit branca, cantando Burning Love (show Aloha Hawaii 1973). Fiquei chocada, não sei definir o que senti naquele momento, foi um misto de espanto e alegria, como se algum bloqueio tivesse sido liberado em mim. Perguntei a ele onde tinha conseguido e como fazia para baixar. Fiquei no computador das 09:30 da manhã do sábado até as 02:30 da manhã da segunda-feira, só me levantando para necessidades vitais. Naquela semana ele já me deu seu MP4 e eu já fui trabalhar ouvindo todo aquele excelente material que eu nem sabia que existia, com tão boa qualidade assim. Durante a semana comecei a pesquisar algumas histórias a respeito dele na internet, e muita informação obtive através do geoticies (não existe mais, agora ele tem um blog) de Pablo Aluísio.Por volta de quarta feira adquiri um DVD Elvis In Concert que chegou na quinta e a noite chorei todas as lagrimas que podia com o DVD. Na sexta-feira fui surpreendida com uma notícia que eu mal podia acreditar e que me deixou eletrizada: James Burton, guitarrista do Elvis estaria no Brasil naquele final de semana e no The Clock Rock Bar para uma tarde de autógrafos no dia 30/11/2008. Entrei em desespero, pedi para meu filho me acompanhar (pois tem inglês fluente) mas ele disse que não podia. Aí disse a mim mesma: Vou, com meu inglês pobre ou não, conseguir conversar com ele, tirar fotos, dar beijo, barba, cabelo and bigode. Coincidências não existem. Tudo aconteceu na mesma semana, foi demais!
ELVIS ... MINHA INFÂNCIA.
Tinha apenas 9 anos e já dançava as músicas de Elvis, obviamente escondida do meu pai, porque ele detestava tudo que se relacionava a ele. Lembro como se fosse hoje, na época eu estava com 12 anos, o anúncio de sua morte feito pelo Cid Moreira, chamando o correspondente internacional Hélio Costa, que estava fazendo a cobertura da matéria. Chorei todas as lágrimas que tinha, fiquei doente. Eu tinha uma coleção de recortes de várias fotos dele na época, que eu guardava com muito carinho, e por ocasião da morte, meu pai me flagrou chorando no meu quarto com essa minha coleção. Ele me bateu e rasgou tudo o que eu tinha de mais importante na vida, me proibindo de ouvir as músicas dele ou ter qualquer coisa que se relacionasse a ele dentro de casa. Meu mundo desmoronou mas tive que aceitar.
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