sábado, 29 de maio de 2010
A Imprevisibilidade da Vida.
No dia 12/04 fui visitá-lo no hospital e brinquei dizendo que na minha bolsa estava a "guinzo" prometida para o caso dele morrer (brincava com ele dizendo que se ele morresse eu o esfaquiaria inteiro para ter certeza que ele estava morto) e não nos levar para Memphis. Ele riu, estava aparentemente melhor e quis saber a respeito da viagem, a quantas andava, os ingressos e tudo o mais. Disse a ele que não era para ele ficar preocupado com isso, que era para deixar para quando ele saísse de lá. Muito bem, passada uma semana Marcelo já está em casa e num determinado domingo eu ligo para ele e falamos muito a respeito da viagem, de todas as aventuras que ele havia tido nos anos anteriores, das pessoas famosas ligadas a Elvis que tinha passado por sua vida e até que haviam comido em sua casa. Combinamos que na semana seguinte agilizaríamos de alguma forma os ingressos e que marcaríamos a reunião com todos os integrantes do grupo da viagem. Isso foi no domingo. No próximo sábado liguei a noite para ele afim de saber se havia uma previsão para a reunião. Meu Deus. Foi o baque dos últimos tempos. Uma mulher atende ao telefone, mulher que eu não conhecia, dizendo o seguinte: Você não está sabendo? Ele morreu hoje as 12:10. Eu disse: não, não estou sabendo, obrigada. Desliguei o telefone, simples assim. Atordoadamente liguei novamente e pedi desculpas a pessoa que me deu a informação. Conversei um pouco com ela, que acabou me contando detalhes do ocorrido. Não podia acreditar naquilo, era sureal demais. Nos últimos tempos eu havia estreitado demais os laços com ele, até filmes eu ia ver na casa dele, a ponto de dizer que era meu amigo, e que com ele eu falava uma linguagem que ninguém mais entendia: Elvis. Fiquei chocada demais, comecei a fazer algumas ligações, para pessoas do grupo, para o agente, enfim, todos que eu tinha o telefone. Quando liguei para um dos integrantes do grupo para avisar, esse foi o pior. Quando ele chegou na casa do Marcelo naquela tarde, era para tentar convencê-lo a se internar, e quando chegou, se depara com o Marcelo deitado no sofá e pergunta: ele está dormindo? Não ele está morto, responderam. Foi chocante demais pra mim, que ouvi esse relato, imagine para ele que estava visualizando a cena.
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