terça-feira, 7 de setembro de 2010

Enfim, a viagem!

Dia 06/08/2010, o tão sonhado dia chegou. Acordei agitada, nervosa mesmo, com medo do vôo, medo do desconhecido, medo do medo....(até isso).
Meu filho, sobrinho e uma amiga da família foram me levar ao aeroporto. O vôo, para ajudar estava com delay de 2:30 e eu acabamos por decolar após as 23:30. Meu Deus, tensão pura...primeira viagem fora da terra Brasilis...não sabia o que esperar...Cheguei em Atlanta, passei pela tão temida imigração dos EUA, que me fez as seguintes perguntas:
- Primeira vez nos EUA? - Sim
- Qual o motivo da sua visita? - Elvis Week
- Quanto você tem em dinheiro? - US$ 1,300.00
- Você tem cartão de crédito? - Sim
- Você gosta de Elvis? (essa ele fez sorrindo) - Sim, eu amo Elvis! Respondi extasiada.
- Aproveite bem sua estadia nos EUA. (6 meses de estadia me foi concedida).
Saí da imigração flutuando, e fui direto em busca da conexão, despachar minha mala, essas coisas.
O aeroporto de Atlanta é absurdamente grande e tive que tomar o metrô para o portão indicado. Chegando lá, tive que voltar porque era outro portão. Chegando no outro portão, me disseram que tinha mudado de portão e que estava com delay. Muito bem, nisso tudo me indicaram 4 portões diferentes em questão de 1 hora. Dica: perguntem a todo momento a respeito do portão porque em Atlanta vc pode perder seu voo facilmente. Enfim, cheguei em Memphis por volta das 12:00h. Fiz o check in no Quality Inn Airport, tomei um banho e pensei: Meu Deus, como eu estou cansada e como faz calor nesse lugar. Já tinha ouvido falar mas quando senti o que significa a temperatura alta de lá com a alta humidade, pensei que ia ter um troço. Depois do banho, achei que conseguiria dormir, mas só achei. De banho tomado, completamente relaxada e na terra tão querida por mim, não dava pra pensar em cama, então o que fazer? GRACELAND RIGHT NOW! Saí pela recepção do hotel com a cara de quem sabia exatamente o que estava fazendo, feliz da vida, quando dobrava a rua percebi alguém gritando MAM...MAM...pensei: não deve ser comigo, eu sou WOMAN (até entender). Olhei na direção dos gritos e era comigo mesmo. Parei no mesmo instante e a Sabrina (muito simpática e sempre disposta a ajudar) veio dizer que eu não deveria sair aquela hora do dia debaixo daquele sol, porque poderia ser muito perigoso para mim, que ela não costumava usar a van aquela hora do dia para levar passageiros até Graceland mas que naquele dia ela abriria uma exceção e me levaria. Agradeci imensamente aquela atitude de pura solidariedade e fui com ela. Quando cheguei perto de Graceland, entendi o porque. Andei alguns minutos pelo complexo Graceland, atravessei a rua e fiquei extasiada parada em frente ao muro da mansão, quando percebi que estava completamente encharcada de suor, que não havia feito uma refeição decente e que se continuasse alí extasiada poderia acabar no chão. Entrei em um bar (Rock-a-Billly)no próprio complexo Graceland e fiz minha refeição. Passeei mais um pouco e finalmente pedi para a Sabrina me pegar de volta. Fiquei zanzando alí pelo hotel tendo a plena consciência de que minha viagem estava ficando bastante limitada, pois sem carro e com aquele calor eu teria que depender totalmente da van para ir até Graceland e de lá, teria que pegar um taxi para fazer minhas peregrinações. E eu tinha tanta coisa para ver ainda! Descansei aquela noite já sabendo que na manhã seguinte eu teria que pegar um taxi até a Greyhoud Station que ficava em Downtown Memphis e que teria que estar lá até 09:00 caso quisesse chegar a tempo de pegar o ônibus que saia para Tupelo na parte da manhã. Como eu sabia que Graceland abria das 07:30 da manhã até as 08:30 para a free admission, já elaborei meu plano perfeito.

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